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HOLOCAUSTO |
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Uma viagem diferente |

Foto Ilustrativa
| Edição
49 - junho de 2005 |
"Jamais esquecer!" Esta frase resume a "Marcha da Vida",
e os 20.000 participantes sentiram, em 5 de maio último, o peso destas palavras. Perceberam que nada se compara a uma visita aos campos de concentração. Ver com os próprios olhos é devastador, a mente não consegue assimilar tamanha barbárie. Como pôde um homem infligir tamanha atrocidade a outro, e o mundo se calar? é uma experiência pela qual cada ser humano, independente de religião ou nacionalidade, deveria passar, para que nunca mais volte a acontecer!
No dia da marcha, milhares de pessoas passaram por esta experiência para, logo em seguida, contemplar juntos um mar de bandeiras de Israel, em plena Auschwitz, ouvir a Hatikva e Ariel Sharon discursar em hebraico. Foi um bálsamo para o coração devastado.
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O conhecido fotógrafo judeu Roman Vishniac percorreu a Europa Oriental, do Mar Báltico até os Cárpatos, durante os anos 1934-1939, documentando e fotografando as comunidades judaicas e sua vida. Estas fotografias constituem o último testemunho ocular de como viviam os judeus e de suas tradições. Vishniac, inintencionalmente e sem ter a consciência do terrível destino que o futuro reservava aos judeus, gravou uma imagem da vida judaica na Europa Oriental minutos antes de seu fim trágico, deixando às futuras gerações a memória visual de uma cultura de 800 anos.
E assim escreve ele:
"De repente, todos aqueles lugares onde havia judeus durante centenas de anos, até mesmo mais de mil anos, pareciam nunca ter existido. Pensei, então, quem sabe, daqui a muitos anos, muito tempo após a carnificina, talvez os judeus queiram ouvir contar sobre os lugares que desapareceram, sobre a vida que existiu e não existe mais."
Em maio de 2005, o grupo "Amigos de Israel" do Brasil partiu para uma viagem de afirmação de que a memória judaica não esqueceu e não esquecerá seu passado e suas raízes.
Chegamos num dia de sol primaveril à cidade de Varsóvia, o maior centro do judaísmo europeu antes da II Guerra Mundial. Hoje, ao buscarmos a história desta rica cultura, vamos encontrá-la no cemitério judeu - "um arquivo de pedras" - onde as lápides do grande escritor Y.L. Peretz, da atriz Ester Rachel Kamintzka (a "mãe do teatro yidish") e do criador da língua "esperanto", Ludwig Zamenhof, nos fazem recordar os tesouros da tradição judaica que existiu nessa cidade.
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