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Museu do Holocausto em Washington - ed.17 - Página1
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| MUSEU DO HOLOCAUSTO EM WASHINGTON |

Foto Ilustrativa
Inaugurado em 1993, na ocasião do cinqüentenário do
Levante do Gueto de Varsóvia, o Museu do Holocausto assume um grande
desafio: o de lembrar e imortalizar os seis milhões de judeus e
as outras vítimas do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial.
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Ciganos, poloneses, homossexuais,
portadores de defeitos físicos ou doenças mentais, dissidentes
políticos e religiosos, mortos durante o mais terrível dos
acontecimentos de nosso tempo: o Holocausto.
O museu foi realizado para contar e transmitir à América
do Norte e ao mundo esta história e a lição moral
que a acompanha.
À semelhança de outros museus históricos, o Museu
do Holocausto é um veículo de educação. Sua
principal função é de humanidade.
O museu reconstrói a história do Holocausto através
de vários meios visuais, como a organização de objetos,
e a apresentação de material de documentação
fotográfico e cinematográfico.
Possui a mais ampla e variada coleção de objetos relacionados
ao Holocausto do mundo, mas mesmo assim, é um museu conceitual,
porque sua finalidade é transmitir idéias, informações
complexas e conhecimento, e não meramente exibir objetos.
Não tem a pretensão de questionar "por quê"
aconteceu mas tenta responder minuciosamente "como" aconteceu.
Para calar definitivamente as declarações dos revisionistas
anti-semitas que pretendem "provar" que o Holocausto não
aconteceu, em suas exposições o museu se atém rigorosamente
ao material original e de proveniência certa.
O impacto emocional da visita ao museu faz com que o visitante se questione,
identifique-se com as vítimas, avalie os criminosos nazistas e
seus muitos aliados e reflita sobre as testemunhas que presenciaram os
acontecimentos com atitudes que vão desde uma conivente passividade,
até o heroísmo dos que arriscaram suas vidas para salvar
judeus.
Os nazistas chamavam o extermínio dos judeus de "a Solução
Final". A expressão é apenas um eufemismo. Seu objetivo
era a total eliminação de todo o sangue judeu.
A Segunda Guerra Mundial teve como mais uma frente de batalha a "guerra
contra os judeus" e a destruição planejada de todo
um povo. Esta guerra quase foi vencida pelos alemães, já
que na Europa dois judeus em cada três estavam mortos, e na Polônia,
na Lituânia, na Letônia e na Checoslováquia a proporção
era de nove sobre dez. Se os políticos aliados tivessem compreendido
a dupla natureza da guerra que ocorreu entre 1939 e 1945, certamente sua
atitude com as vítimas do Holocausto teria sido diferente e muitas
destas teriam sido poupadas.
Preservar a memória é o único mandamento e o último
pedido dos que morreram, e soa como um imperativo para os que sobreviveram:
lembrar, não deixar que o mundo esqueça, para que não
aconteça novamente.
Israel Baal Shem Tov, fundador do chassidismo, dizia: "No esquecimento
encontra-se a estrada do exílio. Na lembrança, a semente
da redenção."
Elie Wiesel sugere para poder conviver com os espectros do passado que:
"No mundo do absurdo, devemos inventar a razão, devemos criar
a beleza, do nada. E como no mundo existe o assassinato,.. e sabemos o
quão inútil pode parecer nossa luta, devemos combater o
homicídio e o absurdo e dar um sentido à nossa batalha,
se não à nossa esperança". |
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| N.79/março 2013 |
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