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OS SEFARADITAS E O INÍCIO DA IMPRENSA JUDAICA NO BRASIL Foto Ilustrativa

OS SEFARADITAS E O INÍCIO DA IMPRENSA JUDAICA NO BRASIL

A história da imprensa judaica no Brasil é um verdadeiro desafio para o pesquisador, os poucos trabalhos realizados nesta área são parciais e constituem pontos de partida para um estudo mais completo, pois somente com o agrupamento e estudo da documentação disponível será possível chegar-se a uma conclusão.


Enquanto o fundador da imprensa judaica no Brasil, Josef Haleví, criava o Di Mensheit (A Humanidade) em 1915 e o Di Idiche Tzukunft (O futuro Israelita) em 1920, ambos de curta duração, vários jornais em língua portuguesa surgiram neste espaço de tempo por iniciativa dos judeus sefaraditas.

História da História da Imprensa

A primeira tentativa de esboçar uma história da imprensa judaica no Brasil foi feita pelo poeta, jornalista e historiador Jacob Nachbin, desconhecido até pouco tempo, quando foram encontradas publicações de sua obra em jornais de diversos países. Nachbin dedicou sua atenção sobre os judeus no Brasil em seus artigos, fazendo breves comentários nos primeiros periódicos publicados em sua época, ou seja, até 1930.

Issac Raizman, que aproveitou em parte as informações de Nachbin, escreveu uma história sobre a imprensa judaica do Brasil de 1915 a 1940, publicada sob o título A fertl yohrhundeit idiche prese in Brazil (Um quarto de século da imprensa judaica no Brasil) (2), sem, método científico e baseado em sua vivência pessoal de gráfico, de lembranças de jornalista e ativista político partidário, desconhecendo em seu esboço histórico boa parte dos periódicos em lígua portuguesa fundados por judeus sefaraditas.

Tanto assim, que disse nunca haver visto qualquer exemplar do “A Columna”, e que tinha pouco conhecimento da existência do Kol Israel, ambos fundados pelo professor David José Pérez e pelo major Eliezer Levy, entre os mais importantes, sem mencionar outros jornais referidos mais adiante.

Um verdadeiro pioneiro

O pioneiro David Pérez descendia de uma família de imigrantes da África do Norte que se estabeleceu no estado do Pará, assim como muitos o fizeram a partir das primeiras décadas do século passado. Nasceu em Breves a 1º de março de 1883, onde passou a sua infância e iniciou seus estudos em Tanger em 1895.

Em 1900 voltou ao Brasil e foi e foi trabalhar no comércio, mesmo não sendo essa a sua ambição profissional. Esta tarefa pouco se relacionava com sua grande inquietude intelectual, que caracterizou sua personalidade.
Retomou seus estudos aos 23 anos, ingressando no tradicional colégio do Rio de Janeiro Pio Americano, onde se preparou para o magistério como professor primário. Em 1916 estudou Direito e , dois anos depois, Ciências Econômicas, trabalhou toda a sua vida como professor quando não se de dedicava ao jornalismo.

Sua carreira no magistério foi considerada modelo, lecionando em escolas de nível médio e superior.

Foi professor dos melhores estabelecimentos de ensino do Rio de Janeiro, começando pelo colégio Pio Americano, de 1907 a 1921, e lecionado em instituições como a faculdade de Direito do Rio de Janeiro, Faculdade Nacional de Filosofia, Colégio Sagrado Coração de Jesus, Colégio São José, Escola Superior de Comércio, Externato Boscoli, Externato Vieira Lima, Liceu Francês, Seminário Batista de Teologia, Colégio Andrews, Colégio Pedro II, Faculdade de Filosofia do Instituto Lafayette, Escola Brasileira de Ciências Jurídicas, Escola Amaro Cavalcanti, Escola Paulo de Frontin e várias outras.

Devido à sua atuação e prestígio no magistério, fundou com outros professores a Confederação do Professorado Brasileiro em 1926, a qual representou durante muitos anos os interesses desta classe, sendo extinta em 1931 com o surgimento do Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro., o qual presidiu de 1947 a 1951.

Paralelamente à sua atividade docente como conferencista e colaborador de vários órgãos de imprensa devido à sólida cultura humanista envolvendo as áreas de história, economia, sociologia, filosofia, filologia, lingüística e literatura.

Seus conhecimentos sobre judaísmo, eram extraordinários para a época, pois dominava com profundidade a literatura bíblica e talmúdica.

Conhecedor de línguas modernas e clássicas, tais como grego e latim o qual chegou a lecionar, dominou também com maestria o aramaico e o hebraico sendo impulsor deste último dentro e fora dos meios judaicos.

Em 1922 foi convidado a participar da fundação da Escola Maguen David, a primeira da comunidade judaica no Rio de Janeiro, sendo seu diretor nos primeiros anos de sua existência. Durante toda sua vida lecionou em escolas e cursos de instituições judaicas do Rio de Janeiro, participando ativamente dos eventos culturais da comunidade.

Em 14 de abril de 1970, um ano antes de seu falecimento, teve papel de destaque na orientação espiritual do judaísmo brasileiro que, de fato, iniciou com a fundação do primeiro jornal judeu em língua portuguesa no Brasil, “A Columna”. O primeiro número foi publicado em 14 de janeiro de 1916, tendo sido redigido por Álvaro de Castilho, que não era judeu e sim adepto da igreja Nova Jerusalém, fundada elas doutrinas teológicas de Swedenberg. Álvaro de Castilho estava tão envolvido com as idéias sionistas de David Pérez que se revelou um verdadeiro promotor das idéias nacionalistas judaicos entre membros da comunidade e fora dela.

Nota-se, no primeiro número editado, a característica nacionalista
da linha de seus fundadores com a publicação de um artigo assinado por David Pérez.

Em artigo do primeiro número do “A Columna” no qual se expõe seu programa, lemos que “o órgão tem por finalidade defender os interesses dos israelitas no Brasil, sob todo ponto de vista...nosso país, com exceção da classe mais culta, não tem idéia exata do que venha a ser um judeu. É verdadeiramente assombroso o que tenho lido em vários jornais a respeito do judaísmo e seu passado. Até pequenos feitos históricos são deformados e exagerados. Por isto, o principal objetivo deste órgão é aclarar e explicar esses erros, corrigi-los e apresentar o judeu como de fato é na sua vida religiosa , social e política. Este é o primeiro objetivo, mas há outros, sem dúvida importantes: estabelecer a política interna e confiar-lhe a tarefa exaustiva de separar o joio do trigo. Há muita gente de costumes suspeitos que se apresenta como judeu e cuja conduta se reflete sobre toda a comunidade, sem que esta jamais a admitisse em seu seio.”

Conforme a acepção rigorosa indicada por seu título “ A Columna” almeja ser um apoio do edifício da futura organização judaica no Brasil. A plataforma do órgão recém-criado era clara e baseava-se em três objetivos:

- Esclarecer ao grande público quem eram os judeus e o judaísmo.

- Combater o elemento indesejável (tmeim) que desprestigia o moral e o bom nome da imigração judaica no Brasil q que em alguma época demonstrou interesse em falar em seu nome, quando a verdade é que eram proscritos pela maioria decente dos imigrantes.

- Cuidar e dar impulso à organização comunitária, que ainda deixa muito a desejar dentro de uma dimensão nacional “ Este último ponto seria o motivo condutor de sua existência e voltaria a ser exposto em sua segunda publicação de 4 de fevereiro do mesmo ano. Com o título de Segundo Programa a redação voltaria ao objetivo principal do jornal “ de fundar uma organização suficientemente forte, compreendendo várias instituições inerentes à vida Judaica”.

Em resposta a todas as abjeções que os redatores encontraram ao seu programa são especificados os seguintes itens:

1º) Aproveitar as associações existentes, reformando-as para melhor.

2º) Agrupar os israelitas de diversas procedências (alemães, franceses, ingleses, russos, etc.) em associações de tal forma que seus hábitos regionais não atrapalhem o seu desenvolvimento.

3º) As associações seriam constituídas conforme suas normas (sefaradita e ashkenazita).

4º) Estabelecer um Centro Israelita no Rio de Janeiro onde todas estas associações judaicas tenham um representante e onde os assuntos de interesse geral do judaísmo seriam discutidos e, uma vez aprovados, defendidos.

5º) Toda associação judaica, que tenha representação no Centro Israelita poderá recorrer ao mesmo para pedir auxílio necessário para sua manutenção.

Com isto, “A Columna” começava a criar uma existência comunitária que o judaísmo brasileiro da época necessitava devido ao princípio de sua organização interna e representatividade externa, frente à sociedade como um todo.

A preocupação com a imigração judaica para o Brasil revelou-se como um dos objetivos do jornal, que em artigo escrito por Álvaro Castilho, mostrava-se problemática por parte das autoridades governamentais, pois o país não tinha nenhuma conduta coerente em relação aos judeus, dificultando ou mantendo uma política sem restrições de entrada. O artigo em questão, intitulado “Judeus Imigrantes”, denunciava um caso de discriminação quando da chegada de cinqüenta famílias que se estabeleceram no país e que pelas dificuldades impostas pelas autoridades, foram forçadas a regressar ao com a ajuda da caridade dos judeus que estavam aqui. Por outro lado, o autor do artigo chamava a atenção sobre a necessidade de selecionar o imigrante “contra a entrada de elementos menos convenientes ao desenvolvimento da comunidade”. Também o preconceito anti-semita, escrevia Castilho, poderia influenciar a política imigratória anti-judaica, como ocorreu na Argentina, citando um artigo publicado no “La Capital” de Rosário, em 1910, no qual foi publicada uma acusação raivosa contra a imigração judaica.

O jornal começou a contatar as comunidades judaicas sefaraditas e ashkenazitas espalhadas pelo imenso território brasileiro, que permitem ao historiador de nossos dias encontrar notícias que nos ajudam a esboçar o mapa da imigração judaica no Brasil, em especial na região norte, na bacia amazônica, onde os judeus marroquinos se estabeleceram desde o século passado, recebendo colaboração dos mais diversos pontos do país.

“A Columna” começava a criar uma existência comunitária que o judaísmo brasileiro da época necessitava David Pérez conseguiu com o seu jornal mobilizar a colaboração de intelectuais sefaraditas e ashkenazitas, dentre os poucos que se encontravam naqueles anos na comunidade judaica.

Simpatizantes não-judeus também chegaram a colaborar com o diário, entre eles aqueles que tinham certa atuação no nacionalismo armênio como Oswaldo Paixão e G. Braga.

A cultura hebréia era em parte formada por intelectuais sefaraditas, que encontraram forte expressão entre aqueles colaboradores, destacando-se I.Benedito Cohen, que traduziu o Shir ha-Shirim para o português em versos Alexandre Algranti, de São Paulo, que se tornou amigo íntimo de Pérez e se destacou como defensor da causa sionista; José Benoliel, de Lisboa; Amlnosio M. Ezagui, que foi secretário do jornal, entre outros.

Entre os ashkenazitas colaboraram Max Finemberg, que presidiu a primeira organizou sionista do Brasil, Tiferet Sio, Tuli Lerner, José Daián, Fichel Grimberg, ativistas comunitárias do Rio de Janeiro, Ignácio Pinkusfeld e Bernardo Seidmann, que traduzia os artigos da imprensa européia.

Orientação Sionista

A orientação sionista do jornal se devia a seu fundador que, inspirado e estimulado por Max Nordau, estava envolvido com os ideais do renascimento judaico. Max Nordau enviou de Madrid uma carta a David Pérez, quando da inauguração do jornal, que dizia:”Não posso julgar a necessidade que pode haver no Brasil de um órgão israelita e de duas perspectivas de prosperidade material. Mas, do ponto de vista moral, parabenizo-o com alegria pela criação de uma nova publicação que se propõe a divulgar nossos ideais, imutáveis há 3.000 anos, e levantar a voz dos profetas apaixonados e heróicos de justiça, o direito e paz na terra, a fraternidade humana, o amor ao próximo, e a oferecer aos filhos de Israel, espalhados por este vasto Brasil, provavelmente ilhados, sem contatos, sem chefes e sem guias, um lar intelectual para poder reunir-se, ligar-se intimamente, organizar-se, ter consciência de seu papel, de sua força e de sua existência.”

Em sua carta, também faz referências elogiosas a Álvaro de Castilho, descrevendo-o como “um não-judeu liberto de preconceitos milenares, generoso, instruído sobre história, filosofia e literatura judaica e simpatizante atuante na ajuda ao nosso povo perseguido e caluniado”. Max Nordau aconselhou David Pérez: “Se me permitirem que os aconselhe, devo dizer-lhes que devem relegar a um plano secundário os apologistas que se relacionam com uma religião, um passado distante, com a antiga lista de mártires, com as santas escrituras de nosso povo, a fim de que cuidem preferencialmente da situação atual dos judeus e dos fatos a eles relacionados. É preciso levar ao conhecimento da opinião pública brasileira as torturas abomináveis que um governo bárbaro impõe a milhões de judeus que vivem na Rússia, as crueldades que cometem contra os judeus da Romênia e as perseguições que os turcos exercem em nossas colônias agrícolas na Palestina”.

É preciso falar sobre os movimentos que se preparam por todas as partes, particularmente nos Estados Unidos, para organizar uma representação do povo judeu na Conferência de Paz que cedo ou tarde ocorrerá para por fim à guerra mundial.

É preciso despertar, avivar, fortificar o sentimento de solidariedade judaica entre nós existente, irmãos brasileiros.”

O grande pensador judeu terminava sua carta recomendando também que as notícias publicadas em outros jornais judeus das grandes capitais do mundo fossem acompanhadas para atualizar suas informações e conhecimentos sobre os acontecimentos de nosso povo.

“A Columna” foi fiel às estas orientações e ao folhearmos suas páginas encontramos um noticiário que retrata as questões essenciais da vida judaica daquela época.

A imprensa brasileira e também a de outros países reagiu com entusiasmo ao surgimento do “A Columna”, e suas opiniões eram publicadas no próprio jornal.

A Columna

Tem-se os cumprimentos dos “A Rua”, “Jornal do Comércio”, Correio da Manhã”, Jornal do Brasil”, Jornal do Rio de Janeiro”, e também o “Diário Popular”, Fanfulo” (em italiano), “Le Messager” (em francês), de São Paulo, além de várias outras cidades do país.

A primeira e importante mobilização público-comunitária incentivada pelo jornal foi a do Comitê de Socorros dos Israelitas Vítimas da Guerra, que recolhia fundos com a finalidade de auxiliar os judeus e seus familiares que houvessem perdido seus bens e meios de sobrevivência devido à Primeira Guerra Mundial. A campanha mobilizou todas as comunidades do território nacional de norte a sul, e os fundos arrecadados foram muitas vezes enviados ao jornal para que fossem remetidos para o exterior.

Por outro lado, o diário preocupava-se em anunciar as atividades da primeira organização sionista no Brasil, fundada em 1913, Tiferet Sion, incluindo suas mudanças de direção e sua relação com o movimento sionista mundial.

Em 1917, seu segundo ano de existência, “A Columna” acompanhando de certa forma o que ocorria em todo mundo, voltava sua atenção mais para eventos ligados com o nacionalismo judeu, dedicando-se muitas de suas páginas à história do sionismo, suas idéias e personalidades.

No mesmo ano, pouco antes da Declaração Balfour, criava um comitê organizador do Primeiro Congresso Israelita do Brasil, que deveria realizar-se em 15 de novembro daquele ano, 1917. A verdadeira idéia de tal iniciativa havia partido dos relatores do jornal associados a algumas personalidades centrais da comunidade do Rio de Janeiro, entre eles Jacob Schneider, Isidoro Kohn, Benzión Sintcovski e outros, cuja finalidade era “pedir apoio ao governo brasileiro as aspirações nacionalistas judaicas para votar pela restauração da Palestina no Congresso de paz.”

“A Columna” encerrou suas atividade no final de 1917, deixando uma marca profunda na consciência comunitária judaica do Brasil. O jornal não resistiu às dificuldades financeiras que enfrentou durante os dois anos que circulou.
David Pérez voltou a ter papel na história da imprensa judaica do Brasil em 1921, quando, por iniciativa de Jacob Schneider, Eduardo Horowitz e dele mesmo, resolveu fundar o “Correio Israelita”, jornal editado em português, no qual assumiu a fundação de redator.

“O Correio Israelita” pensava difundir as atividades sionistas no Brasil, lideradas uma época por Jacob Schneider, que imprimiu seu dinamismo pessoal ao movimento que agora procurava organizar com amplitude nacional, pensando criar uma Federação Sionista do Brasil que efetivamente, surgiria n ano seguinte.

“O Correio Israelita”, conforme observado pelo historiador Jacob Nachbin, não durou muito tempo, mas contribuiu para organizar o movimento nacionalista entre os judeus sefaraditas e ashkenazitas, um trabalho comum a favor do sionismo.

“O Correio Israelita”, permaneceu até o ano de 1923, quando em novembro daquele ano foi fundado um jornal editado no idioma idische por Aron Kaufman e outros, com o título de “Das idiche Vochenblat” (O seminário Israelita) que durou até 1927.

David Pérez foi colaborador assíduo de outros jornais em língua portuguesa, entre os quais encontramos “A Ilustração Israelita”, fundado por Adolfo Aizen em 1928, e “Aonde Vamos?” fundado por Shabetai Karakuchanski e Aron Neumann, em 1943, ambos no Rio de Janeiro.

Conclusões

Ao nos perguntarmos por que os intelectuais sefaraditas foram os pioneiros da imprensa judaica em português, não encontraremos dificuldades em obter uma resposta pois, em primeiro lugar, a imigração sefaradita da África do Norte antecedeu muito a imigração ashkenazita da Europa Oriental e como já eram nascidas no Brasil, possuíam perfeito domínio do idioma e cultura portuguesa, sem considerarmos a afinidade natural existente com a cultura peninsular da qual era herdeiro desde que foram expulsos nos séculos XV e XVI.

Por outro lado, a imigração ashkenazita da Europa Oriental teve presença mais significativa a partir do século XX a aprendizagem do idioma português foi muito difícil.

A aventura de imprimir os jornais em ídische, um em 1915 e outro em 1920, por Josef Haleví, tornou necessária a importação de tipos hebraicos da Argentina que, com o fracasso, acabaram sendo perdidos.

“A Columna”

Somente em 1923, coma fundação do “Dos Idiche Vochenblat”, novos tipos hebraicos foram novamente importados.

Assim, a imprensa judaica em português serviu como um veículo de comunicação mais amplo para a sociedade brasileira, com uma nova geração que não dominava o idioma ídische, e em especial, com toda a comunidade de imigrantes cuja diversidade de origem somente poderia ser unificada utilizando-se do idioma do país comum a todos. O elevado tom nacionalista que a caracterizou, decorria da profunda identidade de sues fundadores judeus sefaraditas, devido à sua cultura hebraica milenar, a qual ostentavam com orgulho.

Por Nachman Falbel

Bibliografia

1 – Fontes de arquivos

Documentos do Archion-Toldot há-am há-Yehudi, Jerusalém
Documentos do Arquivo David J. Pérez, Rio de Janeiro
Documentos do central Zionist Archives, Jerusalém
Documentos do Arquivo Jacob Schneider e Nachman Falbel, de São Paulo

2 – Livros e artigos

Falbel, N., Estudos sobre a comunidade judaica no Brasil, FIESP. São Paulo, 1984.
Nachbin, J., “Di ydn in Brazil”, Der moderner idicher ishuv in Brazil”, in “Di
Zukunft, I, “A fertl Yohrhundert idiche presse in Brazil”, Museum I´Omanut ha-
Dfus, Safed, 1968.

3 – Jornais

“A Columna”, Rio de Janeiro
“Kol Israel”, Belém do Pará
“Judishe Rundschau”, Berlim
“Zionist Bulletin”, Londres

Nachbin publicou cinco artigos sobre a história da imprensa judaica no Brasil no
Jornal Di Zukunft (“O Futuro”), de Nova York, em 1930. Sobre sua vida, Jacob
Nachbin, precursor da historiografia judaica no Brasil, FIESP, São Paulo, 1984.
Pág. 188 a 193.

Ed. Museum I´Omanut há-Dius, Safed , 1968.

Homenagem ao professor David José Pérez, no Monte Scopus, Rio de Janeiro,
1958.

A carta de Max Nordau encontar-se entre os documentos micro filmados pelo
Archion Le Toldot Há-Ham Há-Yehudi em Jerusalém e cuja cópia foi nos remetida gentilmente pelo professor Haim Avni.

“A Columna” nºs 21, 22, 23 e 24 de setembro, outubro, novembro e dezembro de 1917.

Arquivo de David José Pérez. Em 13 de março de 1921 Jacob Schneider escreveu a David Pérez pedindo-lhe um artigo para o primeiro número do jornal, do dia 16 daquele mês.

Sobre este jornal ou outro, ver nosso livro “Estudos sobre a Comunidade Judaica no Brasil”, FIESP, São Paulo, 1984, Pág. 155 a 160.

(A) A segunda parte do artigo foi dedicada a outro pioneiro do jornalismo, Eliezer Moysés Levy, fundador da Voz de Israel “Kol Israel” em 1918.

(B) Na mesma época referida pelo autor, houve também na Argentina outro pioneiro sefaradita do jornalismo, Levy, que fundou em 1916 a revista “Israel.