Morashá
Itzhak Perlman Foto Ilustrativa

Itzhak Perlman

Perlman arma o arco através das cordas de seu violino; os sons que consegue emitir se elevam acima de tudo à sua volta; o calor e a pureza de sua música unem público e artista.
Em uma celebração da alma humana que transcende todas as suas limitações físicas.

Edição 81 - Agosto de 2013


Em cada apresentação do violinista israelense, seu talento excepcional e cativante e a perfeita harmonia entre artista e instrumento capturam totalmente a atenção do público. Como num passe de mágica, os sons de seu violino fazem desaparecer todo o resto: sua limitação física, as muletas de metal, sua grande dificuldade em chegar ao palco – às vezes em cadeira de rodas, outras andando, com grande esforço, com o auxílio das muletas.

A poliomielite o atingiu quando tinha apenas quatro anos de idade, deixando paralisadas suas pernas. Lutando contra dificuldades físicas aparentemente intransponíveis, ele se tornou um dos melhores e mais populares violinistas do final do século 20 e início do 21. Tendo iniciado sua carreira internacional como solista na década de 1960, no limiar dos anos 1990 já se havia apresentado com as principais orquestras do mundo e sob a batuta de regentes como Leonard Bernstein, Zubin Mehta e outros tantos.

Os primeiros anos em Israel

Itzhak nasceu em 31 de agosto de 1945, em Tel Aviv. Seus pais, Chaim e Shoshana, emigraram da Polônia para a então Palestina nos anos 1930. Lá se conheceram, apaixonaram e casaram, indo viver por alguns anos num kibutz. Mas eles não tinham o espírito agrícola  e, após algum tempo, mudaram-se para Tel Aviv, onde Chaim abriu uma barbearia. Itzhak nasceu logo depois.

As condições financeiras da família haviam melhorado e, enquanto Chaim se ocupava de sua barbearia, Shoshana ficava em casa cuidando do filho e mantendo um lar casher. A música clássica fazia parte de seu dia-a-dia. O casal costumava ouvir diariamente sinfonias e óperas transmitidas pelo rádio. Nesses momentos, Itzhak ficava sempre perto, atento à música. Com apenas dois anos e meio já cantarolava partes das árias das óperas que ouvia.

A paixão pelo violino começou quando ele tinha menos de quatro anos. Ele não se cansa de afirmar que não consegue se lembrar de nenhum momento em sua vida em que não quisesse tocar violino. Ficou fascinado quando ouviu pelo rádio o renomado violinista Jascha Heifetz e pediu a seu pai que lhe comprasse um violino. Chaim comprou-lhe um instrumento de brinquedo; o menino tentou tocar, mas os sons não pareciam os mesmos acordes que ouvira no rádio. Desanimado, deixou o brinquedo de lado e disse ao pai: “Sou ainda muito criança para tocar”.

A vida de Itzhak mudou bruscamente quando, aos quatro anos, contraiu poliomielite. Levado às pressas para o hospital, durante dias ficou entre a vida e a morte. Uma semana depois, os médicos informaram aos pais que ele já não corria risco de vida, mas que o vírus da pólio matara os nervos que afetavam os membros superiores e inferiores, que estavam totalmente paralisados.

Após o choque inicial da notícia, quando só pensavam no tipo de vida que o filho teria, os pais passaram a dar graças por tê-lo vivo. Ele ainda conservava sua inteligência, sua mente e seu espírito alertas. Apesar de tudo que tinha passado, Itzhak continuava alegre e esperançoso.

Na época, uma enfermeira australiana criara nova técnica para ajudar na recuperação dos que haviam sido afetados pela poliomielite. O tratamento, que incluía exercícios e massagens estimulantes, promovia o desenvolvimento de qualquer músculo capaz de ser recuperado. Pouco tempo após ter tido alta do hospital, Itzhak começou o novo tratamento – uma longa luta contra dores terríveis, frustração e fracassos. Mas, ele não era do tipo que desistia com facilidade. Jamais seria. Era cooperativo, otimista e procurava fazer tudo o que lhe era pedido, sempre com grande dose de alegria. Após longas e exaustivas sessões de terapia, ele começou a recuperar alguma sensibilidade nos braços e nas mãos, mas não nas pernas, que ficariam paralisadas para sempre. Ele só poderia andar novamente com o auxílio de muletas.

O primeiro ano foi muito difícil e doloroso para os Perlman, mas a família conseguiu encontrar um equilíbrio emocional. Chaim e Shoshana estavam determinados a criar seu filho de forma a ressaltar seu talento e suas habilidades, e não as limitações físicas. Já adulto, ao olhar para sua infância, afirmou que os principais responsáveis pelo seu olhar positivo em relação à vida foram seus pais.

O casal decidiu que seria melhor para o menino viver em um subúrbio de Tel Aviv. Então, Chaim vendeu a barbearia e a família se mudou para um apartamento no primeiro andar de um edifício próximo à escola onde o garoto passou a estudar. Eles tinham um único objetivo: que o filho crescesse o mais independente possível.

Itzhak continuou com o tratamento intensivo e, lentamente, muito lentamente, suas mãos e seus braços se fortaleceram. Ele ainda amava a música e seus pais passaram a estimular seu interesse. Queriam que ele tivesse algo para ocupar sua mente e espírito. Com as mãos e braços mais fortes, ele voltou a pedir um violino. Os pais estavam ansiosos para que ele aprendesse algo que não dependesse do movimento de suas pernas. Acreditavam que, de qualquer forma, tocar violino seria um excelente exercício para fortalecer os membros superiores. Imediatamente Chaim lhe comprou um instrumento. Era um violino de segunda mão, pelo qual pagou US$ 6. Nem podia imaginar que um dia seu filho, já violinista aclamado pela crítica e público, iria tocar em suas apresentações ao redor do mundo em um Stradivarius de 1714.

Itzhak adorava o som do instrumento e estava determinado a aprender a tocá-lo. Ele não tinha como adivinhar quão difícil era – entre todos os instrumentos, o mais difícil e desafiador de ser dominado por qualquer estudante. Mas ele era persistente. Externamente, era gentil e educado; internamente, forte como uma rocha. No entanto, mesmo para um principiante talentoso como Perlman, o violino apresentava sérias dificuldades. Mas, para surpresa geral, antes mesmo de ter aulas, quase que por instinto, ele conseguiu acertar a colocação dos dedos e obteve alguns sons experimentais. O resultado foi excelente para uma criança de cinco anos de idade!

Nos subúrbios de Tel Aviv, a família Perlman estabeleceu uma rotina que foi mantida por anos. Seu pai comprara uma pequena lavanderia de autosserviço e trabalhava duro para prover as necessidades familiares. Itzhak frequentava a escola vizinha e passou a ter aulas de música, num primeiro momento, na Academia de Música de Tel Aviv. Chaim e Shoshana o estimulavam constantemente a ser independente e a se envolver em tantas atividades quantas conseguisse. Itzhak costuma dizer que, de modo geral, teve uma infância normal, considerando-se dois elementos nada usuais: “Eu tinha pólio, andava de muletas e praticava violino duas ou três horas por dia. Dos dois elementos, o violino era o mais difícil de explicar”.
Durante os finais de semana brincava com as crianças da vizinhança. Perlman costuma contar, rindo, que jogava futebol na posição de goleiro e “com minhas muletas e minhas pernas, eu conseguia deter qualquer coisa”. Isto é apenas um exemplo da forma como ele lidava com sua paralisia. Desde pequeno, passara a aceitar suas limitações físicas como parte de sua natureza, mas sem auto-piedade. Isso resultou em sua constante popularidade e aceitação entre os amigos. Havia coisas que realmente não podia fazer, mas ele não se importava, pois assim lhe sobrava mais tempo para se dedicar ao violino, sua grande paixão.

Suas habilidades como violinista estavam muito acima da média; eram extraordinárias, e este fato se tornou rapidamente evidente para seus pais e seus professores. Cada vez mais despontava seu raro talento musical. A Academia de Tel Aviv concedeu-lhe uma bolsa de estudos e ele se tornou aluno da renomada e muito procurada professora Rivka Goldcart.

Artistas famosos que visitavam a academia israelense de música ficavam arrebatados por ele. Em poucos anos, Itzhak já se apresentava com a Orquestra de Ramat Gan e a Broadcasting Orchestra de Jerusalém.

Apesar do seu inegável talento, ninguém acreditava que seria possível ter uma carreira solo em grande escala, em virtude de seu problema físico. Os solistas de violino preferem tocar em pé, pois assim conseguem que toda a sua força seja canalizada para o arco do instrumento. Itzhak só podia apresentar-se sentado, mas ele conseguiu superar essa desvantagem. Assim que começava a tocar, o público era envolvido de tal maneira pela força de sua música que ninguém mais se lembrava que o jovem chegara em cadeira de rodas... Sabiam apenas que estavam diante de um artista de extraordinário talento.

Sua fama começou a circular no mundo artístico. Dizia-se que havia um jovem prodígio tocando violino em Tel Aviv. Músicos renomados, como Leonard Bernstein e Isaac Stern, foram a Israel para assistir suas apresentações. Stern, considerado por muitos críticos musicais como o mais importante violinista de nossa época, mostrou-se especialmente impressionado pelo virtuosismo do jovem Itzhak. Ele lembra que já aos 10 anos “os sons que ele emitia de seu instrumento tinham uma qualidade que exigia que fosse ouvido, sem pedir licença...”.

A vida de Itzhak mudou quando Ed Sullivan, apresentador de um dos programas de televisão com maior audiência e prestígio nos EUA foi a Israel, nos anos 1950, em busca de novos talentos. Impressionado pelo adolescente, Sullivan convidou-o para seu programa. Logo em seguida, o jovem e sua mãe seguem viagem para Nova York e, em 11 de fevereiro de 1958, ele participa do conceituado programa.

Perlman tocou várias peças curtas e difíceis, tais como o Concerto para Violino, de Mendelssohn, e a “Polonaise Brillante”, de Wieniawsky. Quando terminou, o estúdio veio abaixo com os aplausos. Seu surpreendente virtuosismo conquistou não apenas o coração dos amantes da música erudita, mas todos os que assistiram ao programa. Era o começo do caminho para a fama.

A vida nos Estados Unidos

New York era um centro mundial para a educação musical e Itzhak e Shoshanna perceberam que as oportunidades para os estudos avançados, com destacados professores, eram maiores em Nova York do que em Israel. Decidiram, portanto, permanecer nos EUA, e o pai, que ficara em Israel, liquida seus negócios para se juntar a eles.

Os primeiros tempos foram difíceis. Não falavam muito bem o inglês e tudo era diferente. Ademais, o único emprego que o pai consegue é o de dobrador de camisas numa lavanderia. Recebem a ajuda de Isaac Stern. Ele reconhecera o tremendo potencial do jovem quando o ouvira tocar em Israel. Via nele tudo para ser um exímio violinista. “Para ele, é tão natural tocar violino como para você é respirar”. Stern ajudou nas dificuldades financeiras da família Perlman, conseguindo que a Fundação Cultural América-Israel e outras organizações similares patrocinassem o jovem violinista.

Graças ao apoio de Isaac Stern e da Fundação Cultural América Israel, Itzkah conseguiu ser aceito na prestigiada Juilliard School of Music, em Nova York, instituição famosa por ser formadora de gerações de grandes artistas. Ele estava apavorado e inseguro no dia de sua audição, mas a professora que conduziu seus testes, Dorothy DeLay, ficou maravilhada. “Nunca vi dedos iguais em alguém de 13 anos”, ela se recorda. “O desenvolvimento de suas aptidões era tão mais adiantado que o de qualquer outro jovem, que chegava a ser surpreendente. Ele tinha mãos grandes, o ombro muito solto e leve, uma excepcional coordenação e um timing perfeito. Eu mal podia acreditar no que via e ouvia!”.

Itzhak ficou cinco anos na Juilliard. A escola era o paraíso para ele, que florescia à mercê das rigorosas exigência dos professores – entre eles, Dorothy DeLay e Ivan Galamian, um dos mais importantes professores de violino do século 20. Dorothy DeLay, assistente de Galamian, interessou-se especialmente nele não apenas como músico, mas também em seu crescimento como um ser humano pleno.

O jovem passava as férias de verão na Meadowmount Colony, nas Adirondack Mountains, no Estado de Nova York. Era uma escola dirigida por Ivan Galamian para músicos que tocavam cordas. Durante o verão de 1963, Itzhak conheceria Toby Friendlander, sua futura esposa. Ela estava entre o público quando ele tocou “Tzigane“, de Maurice Ravel, uma composição romântica. Toby ficou fascinada; nunca ouvira alguém tocá-la com tamanha habilidade e sensibilidade.

No fim da performance, ela foi ao camarim para felicitá-lo. Toby o achou imensamente atraente. Era uma jovem muito impulsiva e, em sua empolgação, pediu que se casasse com ela. Estarrecido, Itzhak chegou a pensar que a jovem era mentalmente perturbada. Mas, logo Toby se acalmou e Itzhak percebeu que o comportamento dela tinha sido uma reação impulsiva ao seu desempenho. Notou, também, o quanto era bonita. O estranho encontro havia-se tornado extremamente romântico. Mas o jovem violinista não estava pronto para se casar, e os dois se tornaram amigos. Toby teve que esperar três anos para realizar seu sonho. Em 1966, Toby e Itzhak casaram-se sob a chupá. O casal teve cinco filhos – Noah, Navah, Leora, Rami e Ariella.

Uma carreira consagrada

Em 1963, cinco anos após sua chegada aos Estados Unidos, seus professores decidiram que chegara a hora do jovem violinista se apresentar no Carnegie Hall. Itzhak tinha apenas 18 anos. No dia 5 de março daquele ano, fez sua estreia no Carnegie Hall, templo americano dos músicos, executando o difícil Concerto em Fá Menor Sustenido, de Wienieawski. Seu desempenho foi impecável e o público não poupou seus aplausos.

No ano seguinte, ele vence a prestigiosa competição Leventritt Memorial, difícil concurso para jovens músicos, cujo prêmio, além de uma quantia em dinheiro, incluía uma apresentação com a Filarmônica de Nova York, sob a regência de Leonard Bernstein. Este era, de fato, o prêmio maior. A repercussão da atuação do jovem prodígio atraiu a atenção do empresário Sol Hurok, que assumiu a agenda de Perlman e organizou uma série de concertos nos EUA, Europa, Ásia e Israel. Em 1965 voltou a esse país, onde deu uma série de oito concertos. Foi um retorno triunfal a seu país de nascença. Ele foi recebido com uma efusão de amor, orgulho e apreço. Onde quer que se apresentasse, o público o aplaudia de pé, gritando por bis. Foi uma das experiências mais carregadas de emoção de sua vida. Um crítico musical do Haaretz escreveu: “Perlman cria um sentimento de tonalidade que canta ao ouvido e sacode a alma de seus ouvintes”.

Em 1968, fez seu début em Londres e, ao longo da década de 1970, apareceu em vários programas norte-americanos de televisão, como “The Tonight Show” e “Sesame Street”. Naquele mesmo ano, participou como solista sob a regência do maestro Zubin Mehta à frente da Orquestra Filarmônica de Nova York, do concerto realizado no Central Park para marcar o centenário da Estátua da Liberdade. O espetáculo foi transmitido ao vivo pela rede de televisão norte-americana ABC e visto em todo o mundo. Um crítico do New York Times assim se manifestou: “Um violinista sensacional... Ouvi-lo tocar produz alegria em todos os níveis – técnico, musical e, sobretudo, humano”.

Em 1969 juntou-se à Orquestra Filarmônica de Israel, com a qual fez uma turnê pela Europa Oriental e em 1990, participou da primeira apresentação da Orquestra na então União Soviética, com a realização de concertos em Moscou e Leningrado. Em 1994, fizeram uma turnê pela China e Índia.

Solista consagrado, Perlman tem-se apresentado ao lado de músicos notáveis, entre os quais, Jessye Norman, Isaac Stern e Pinchas Zukerman. Em 1990, tocou ao lado de Yuri Temirkanov, em Lenigrando, no concerto que marcou os 150 anos de nascimento de Tchaikovsky. Gravou concertos de Beethoven, Brahms, Sibelius, Mendelssohn, Berg, Prokofiev, Tchaikovsky, Dvorak, Paganini e muitos outros. Em 1994 apresentou um programa na rede PBS intitulado “Three Tenors, Encore!”, com a participação de Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras. Sua discografia inclui, ainda, um álbum com o pianista de jazz Oscar Peterson.

Ao longo de sua carreira, Perlman se tornou uma figura constantemente presente em concertos na Casa Branca, principalmente durante a gestão do presidente Ronald Reagan, que, em 1986, concedeu-lhe a Medalha da Liberdade em reconhecimento à sua contribuição como norte-americano-naturalizado. Em 2009, durante a cerimônia de posse do presidente Barack Obama, executou a obra “Air and Simple Gift”, de John Williams, ao lado de Yo-Yo Ma (violoncelo), Gabriela Montero (piano) e Anthony McGill (clarinete). Sua trajetória artística inclui, ainda, solos em trilhas sonoras de filmes, com destaque para a “Lista de Schindler” (1993), cujo tema musical de autoria de Williams recebeu o Oscar de Melhor Trilha Sonora. Em 2005, seu violino enriqueceu a trilha de “Memórias de uma Gueixa”, juntamente com o violoncelo de Yo-Yo Ma.

Apesar de conhecido como violinista, Perlman possui uma veia de cantor. Interpretou o personagem “o carcereiro”, da ópera Tosca, de Puccini, em uma gravação da EMI que contou com a participação de Renata Scotto, Plácido Domingo e Renato Bruson, sob a regência de James Levine.

O prêmio da Leventritt Competition, em 1964, foi o primeiro de uma série que se seguiu ao longo de sua brilhante carreira, entre os quais vários Grammy como solista. Em 2000, recebeu a Medalha Nacional de Arte, concedida por Bill Clinton e, em 2003, foi homenageado no Kennedy Center Honor.

Violinista, cantor, professor e também regente, nos últimos anos, Perlman passou a reger, assumindo o cargo de principal regente da Orquestra Sinfônica de Detroit. De 2002 a 2004 foi assessor musical da Orquestra Sinfônica de Saint Louis e, em 2007, tornou-se diretor artístico e regente principal da Filarmônica de Westchester.

Sua carreira acadêmica teve início em 1975, quando se integrou ao corpo docente do Conservatório Musical do Brooklyn College. Em 2003 tornou-se professor titular da cadeira Dorothy & Richard Starling Foundation de Estudos de Violino da Juilliard School, sucedendo sua mestra, Dorothy DeLay. Além destas atividades, dá aulas individuais no Programa Musical Perlman, em Long Island (NY) e leciona em um centro comunitário em Beersheva (Israel). Aulas abertas, gratuitas, para músicos de todas as idades também fazem parte de sua agenda. O violinista é também porta-voz dos deficientes físicos e participa de campanhas para implantação de leis que facilitem o acesso a meios de transporte e a edifícios, de modo geral.

Em 1995 foi criado por Toby Perlman, sua esposa, e Suki Sandler o Programa Musical Perlman. O que começou como um curso de verão para jovens prodígios, na faixa dos 11 aos 18 anos, acabou transformando-se em um programa de um ano que oferece aos estudantes a oportunidade de serem orientados pelo próprio Perlman antes de suas apresentações em escolas públicas e sinagogas.

Itzhak e Toby Perlman e seus filhos vivem atualmente em Nova York.

Bibliografia:
Behrman, Carol H., Fiddler to the World, the inspiring life of Itzhak Perlman, Shoe Tree Press.
www.itzhakperlman.com